A foz do Rio da Prata foi, no auge da navegação, a porta de entrada do comércio e da cultura para a América latina e deu, à Buenos Ayres, a justa designação de Paris sul-americana. A cultura e o romantismo tomou a vida e as aspirações daquele povo que exalava felicidade. Se a alegria vibrava solta em seus cafés pelas tardes, a boemia deitava seu pranto em tangos pelos seus cabarés nas madrugadas; tudo em grande estilo e velado por duas luas: uma que brilhava lá no alto e outra que se refletiam ainda mais formosa, nas águas prateadas do rio.

Era o ano de 1936, quando Antônio Comunello abriu para Garibaldi, as portas de um café que Chamou de Luna Park e nos deu a mesma magia romântica da cidade portenha, numa época em que a nossa cidade situava-se na mais importante via da Serra Gaúcha e ostentava uma riqueza cultural exibida em sua orgulhosa arquitetura suas moradas e comemorada com o espumante da terra.

A família Comunello deu-lhe caminhos por mais de quatro décadas. Antes pelo pulso do patriarca Antônio, depois, em meados do século, por Valdomiro Brandelli, casado com Ivone Comunelo época em que chegaram importantes empresários franceses como Georges Augert, Jean Heraud, Gilbert Troullier, La Planche, Chauvin e outros. Acostumados com ambientes sofisticados, eles sugeriram algumas mudanças, principalmente na carta de bebidas, no que foram imediatamente atendidos pelo Valdomiro. E, com eles, o Luna Park assumiu um estilo compatível aos cafés franceses e se tornou um dos poucos ambientes frequentados por mulheres, e muitas vezes virando as noites; acompanhado pela lua.

Depois, na direção de Raul Cisiloto, casado com Dona Vilma, outra filha de Antônio, o Luna Park serviu seu melhor sorvete bem ao gosto caseiro e os famosos Baurús ao prato levantavam seus aromas pelos entardecer.

Hoje o Luna Park cumpre seu papel de café durante o dia, mas à noite o ambiente é um pub jovem. Aqui as novas gerações hoje se encontram e curtem gostosas noitadas de músicas ao vivo. 

E no velho Luna, mesmo de nova aparência interna, é-lhe possível encontrar e desvendar signos de tudo o que foi cultura ou alegria de um povo que – pelo menos nele – foi, e continua feliz, e a degustar o melhor espumante. Sem um rio prateado, infelizmente, mas na companhia da lua, que ainda traça seu longo caminho em sua estreita fatia de céu.

Vicente Silveira - In memoriam

   A foz do Rio da Prata foi, no auge da navegação, a porta de entrada do comércio e da cultura para a América latina e deu, à Buenos Ayres, a justa designação de Paris sul-americana. A cultura e o romantismo tomou a vida e as aspirações daquele povo que exalava felicidade. Se a alegria vibrava solta em seus cafés pelas tardes, a boemia deitava seu pranto em tangos pelos seus cabarés nas madrugadas; tudo em grande estilo e velado por duas luas: uma que brilhava lá no alto e outra que se refletiam ainda mais formosa, nas águas prateadas do rio.
   Era o ano de 1936, quando Antônio Comunello abriu para Garibaldi, as portas de um café que Chamou de Luna Park e nos deu a mesma magia romântica da cidade portenha, numa época em que a nossa cidade situava-se na mais importante via da Serra Gaúcha e ostentava uma riqueza cultural exibida em sua orgulhosa arquitetura suas moradas e comemorada com o espumante da terra.
   A família Comunello deu-lhe caminhos por mais de quatro décadas. Antes pelo pulso do patriarca Antônio, depois, em meados do século, por Valdomiro Brandelli, casado com Ivone Comunelo época em que chegaram importantes empresários franceses como Georges Augert, Jean Heraud, Gilbert Troullier, La Planche, Chauvin e outros. Acostumados com ambientes sofisticados, eles sugeriram algumas mudanças, principalmente na carta de bebidas, no que foram imediatamente atendidos pelo Valdomiro. E, com eles, o Luna Park assumiu um estilo compatível aos cafés franceses e se tornou um dos poucos ambientes frequentados por mulheres, e muitas vezes virando as noites; acompanhado pela lua.
Depois, na direção de Raul Cisiloto, casado com Dona Vilma, outra filha de Antônio, o Luna Park serviu seu melhor sorvete bem ao gosto caseiro e os famosos Baurús ao prato levantavam seus aromas pelos entardecer.
   Hoje o Luna Park cumpre seu papel de café durante o dia, mas à noite o ambiente é um pub jovem. Aqui as novas gerações hoje se encontram e curtem gostosas noitadas de músicas ao vivo. 
E no velho Luna, mesmo de nova aparência interna, é-lhe possível encontrar e desvendar signos de tudo o que foi cultura ou alegria de um povo que – pelo menos nele – foi, e continua feliz, e a degustar o melhor espumante. Sem um rio prateado, infelizmente, mas na companhia da lua, que ainda traça seu longo caminho em sua estreita fatia de céu.
Vicente Silveira

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